agosto 2008


olho pras minhas tolices

me orgulho dos neurônios gastos

seguindo que nem um bondinho

cadê a ré?

cadê o espelho?

preocupada em achar que seguro direito a direção

força- mão- força- não

e fechei os olhos

e chegou

convulsões afrodisíacas e músicas de elevador

poesia é

e não

verdade da alma tenra

incandescente

e rebuscada

é livro aberto

sem escrito fim

rascunho juvenil de sentimento

poesia é

ou não

vício primário

degenera

o primeiro degenerado

frangalhos de alma a escorrer pelo lado oposto

poesia é

e não;

esboço

é tentativa e aposta

obra – não – prima

produto

não – resposta

diz-se artista quem escreve

diz-se gênio, visionário

poesia é não e sim

é um grito

vômito

fiapos da alma de um ordinário