março 2010


Eu não soube dizer, mas Maria disse tudo:

“vem, que eu te quero fraco;

vem que eu te quero tolo;

vem que eu te quero todo…meu”

Então Chico veio no fim do domingo.

pouco a pouco

minhas poesias estão virando caquinhos…

pedaços esquartejados de almas carentes.

num dia como esse, em que as nuvens se escondem de medo do sol

não consigo respirar

não consigo responder

não consigo me redimir dos pecados interiores da alma esquartejada

não se sente saudades do que nunca existiu

existe um caminho entre o sonho e a vida real no qual enfio minha cabeça nesses dias de sol tão nublados.

são mais de 40 graus no termômetro o que me faz pensar: a que horas eu vou mesmo me desintegrar?

enquanto isso você me olha de lado,

me faz um agrado velado,

me espera chegar no horário para me despedaçar de vez

E por isso, de novo, eu não te amo